quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Repeat after me "Não!"

Os últimos tempos tem sido cheios de lombas, mas tenho conseguido abrandar o "carro" antes de as passar, o que nem sempre é viável. Mas a bom porto tenho chegado. O cansaço tem sido algum, apenas ontem que consegui uma folga do trabalho, consegui descansar quando o resto do mundo "andava" normalmente.. nem o feriado ajudou ao descanso.

Nos últimos dias, não tenho conseguido muito tempo para mim, nem para mim nem para as minhas coisas. O cansaço mais que muito já se nota até na maneira como falo com as pessoas.
Isto custa, mas estou a interiorizar sozinha, quando as pessoas vem pedir ou enviar uma mensagem "tens tempo para me fazer isto?", "Queres vir cá?", "Queres comprar-me isto?", "olha podes me explicar isto»", " podes ir saber para mim?", "olha tu que conheces muita gente", "olha podes pedir isto para mim?".... têm sido todos rodados a "não!"...Não quero, Não vou, Não conheço, Não sei, Não estou interessada, Não, Não!
Que mania que todos têm de pedir, em vez de se esforçarem a alcançar. Não é melhor pedir a alguém. Enfim aos poucos a coisa vai ao sitio.

(falam de um sismo sentiram?)


domingo, 13 de agosto de 2017

"Feliz é quem entende que tudo passa…"

Podia ter sido eu a escrever, mas não fui.. mas ao ler identifiquei-me!

"Ontem, procurando por algo diferente no Netflix, eu me deparei com “Happy”, documentário concebido e dirigido por Roko Belic, que busca definir as causas da felicidade genuína, aquela que cultivamos internamente, e que não está sujeita a condições externas para que possa existir.
“Happy” me fez refletir sobre o modo como tenho dirigido minha vida e educado meu filho, me levando a considerar maneiras de tornar a felicidade mais disponível, independente das circunstâncias que nos cercam ou afetam. Algumas pessoas nascem com potenciais mais elevados para a felicidade (dizem que cinquenta por cento é genético); outras, porém, deveriam criar condições favoráveis dentro de si para a manifestação da felicidade: através de exercícios físicos, gratidão, compaixão e relações afetivas positivas.

Sendo assim, a felicidade não seria apenas um dom, e sim uma habilidade que deveria ser exercitada e praticada. A começar por diminuir o foco sobre nós mesmos e ampliar nossa capacidade de servir aos outros.

De todas as definições sobre a felicidade, a que mais me cativa é: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”. Pois a felicidade verdadeira, aquela que permanece conosco independente da dança dos dias, é gratuita, à toa, desinteressada e enraizada em nós. Não compete com os fatos ruins que acontecem em nossa vida, apenas abre brecha para que a tristeza venha à tona por algum tempo, e depois retorna colocando tudo de volta no lugar.
Temos vivido tempos difíceis. Tempos em que nos tornamos dependentes da internet, de comida, bebida e remédios. Nossa cultura não nos ensinou que a felicidade genuína é conquistada no convívio afetivo com outras pessoas, praticando a empatia, a generosidade e a compaixão. No reconhecimento de que, mesmo que a vida tenha nos dado uma rasteira, ainda há motivos para agradecer. No aprendizado de que o mais importante não é o que recebemos do mundo, e sim aquilo que a gente oferece.
Algumas tribos indígenas que ainda conservam suas tradições nos servem de exemplo. Lá, se alguém fica doente, todos se unem num ritual para curar essa pessoa."
https://osegredo.com.br/2017/08/feliz-e-quem-entende-que-tudo-passa/